sexta-feira, 26 de abril de 2013

Amorocracia



Leio sobre fraudes ao povo,
Sobre o conformismo alheio.
Mas não entendo o estorvo
De recamar-se ao devaneio.

O povo pede apenas paz,
Eles respondem alienando
Com uma droga incapaz
De manter o povo concordando.

Geram a pobreza e a fome,
Roubam mais do que gastam!
E que o povo não se informe,
Mas são culpados do que passam...

Os homens só precisam de amor.
Quando se verazmente amado
O homem relaxa sem pudor,
Mesmo estando-se acordado.

Só bastaria dar todo o necessário
E um país se anestesiaria
Pois é maior o otário,
O que recebe veneno de cortesia.

Deserto dos meus sonhos



Chega mais perto, meu dengo.
Deixa-me sentir tua pele.
Bem sabes as saudades que tenho
Desse cheiro que me entorpece.

As minhas noites são secas
Neste deserto de solidão.
Siga minha voz e não a perdas,
Basta ouvir seu coração.

Meus sonhos me engolem
E tomam o corpo encolhido.
E até que os sentidos retornem
Eu te terei comigo

Amanhã, talvez, hoje já,
Possa sonhar com o dia
Em que vou te encontrar
E então, será finda a agonia.
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